Razões para não se tornar um missionário

Por Laura Parker - 11/4/2016

 Não se torne um missionário... se você acha que vai mudar o mundo.

Em primeiro lugar, ter uma expectativa muito alta de que você pode mudar o mundo acaba sempre te decepcionando. Além disso, é preciso considerar se o seu desejo de mudar o mundo não está se confundindo com o desejo de servir. Um bom teste é: pergunte-se se gostaria de mudar para um país totalmente diferente do seu, em um ambiente bem mais difícil, para apoiar um morador local. Você não seria reconhecido por isso e não teria garantia de ver frutos nesse processo.

Se, sinceramente, sua resposta for “Sim”, então você talvez esteja no caminho. (Não se preocupe, a maioria de nós também achou que responderia “sim”, mas a verdade é que ainda havia muito do “complexo de herói” a ser tratado).

Não se torne um missionário... para se tornar uma pessoa melhor.

Havia um missionário na Jamaica, Craig, que pregava a todo mundo: ao cara rastafari que fumava maconha, aos turistas nas lojinhas de souvenir, ao cara da caixa-registradora… Perguntaram a um amigo dele o que ele havia feito para se tornar um evangelizador tão bom assim. “O Craig? Ah não, ele sempre foi assim. Ele não veio para a Jamaica e se tornou esse cara. Ele já era assim no país dele”.

O Craig desmistifica a história de que, quando você se muda para o exterior, você se torna um super-cristão pregador. O que você é aqui e hoje, você será lá e amanhã. É claro que uma mudança de ambiente ajuda em certos aspectos, mas isso não significa que de repente você passará de um cristão morno para uma mistura de Apóstolo-Paulo-Com-Madre-Teresa-De-Calcutá apenas porque, de repente, você foi para outro país.

Não se torne um missionário… se você acha que você tem as respostas e os locais não.

Nós, ocidentais, temos calçados estranhos. Na maioria das vezes somos escandalosos e ofendemos com nossa arrogância. Estamos acostumados a olhar para outras culturas e dizer às pessoas como consertá-las, investindo dinheiro em seus ‘problemas’. Todo bom missionário, primeiro ouve. E ouve muito. E ouve de novo. (Não se preocupe. Novamente, é outra coisa que todos precisamos aprender). …se você não consegue lidar com transições.

Um missionário conta que está vivendo fora de seu país há menos de 2 anos e já se mudou de casa 3 vezes, fez duas longas e grandes viagens, além de ter se aproximado para depois dizer adeus a mais de 15 famílias amadas. No campo missionário, pessoas vêm e vão. Condições e cláusulas são alteradas, e governos mudam leis sobre vistos. Você descobre que a casa que queria já foi alugada ou que a casa na qual está morando tem ratos. Quando você aceita fazer missões, querendo ou não, percebendo ou não, você está aceitando viver uma vida transitória e cheia de mudanças.

Não se torne um missionário… se você se considera uma pessoa incrível, espiritualmente falando.

Não há maneira melhor de mostrar tudo o que tem de pior dentro do seu coração do que mudar para um país diferente. Sério. Um missionário conta que não xingou mais, chorou mais, ficou mais irritado, teve crise de fé e, de forma geral, se tornou uma pessoa pior, do que nos 2 anos que ficou servindo na Ásia. Pode chamar de “choque cultural”, mas há quem diga que o estresse vivido no exterior empurra para fora todo o lixo convenientemente acumulado durante anos em nossa vida confortável.

Não se torne um missionário… se você acha que viver de oferta é fácil.

Pode parecer, mas definitivamente não é fácil viver mensalmente segurando a respiração e orando para que caia aquele valor cheio do aluguel, sabendo que até esse valor depende da bondade e generosidade de pais, parentes, amigos ou aquela senhora que junta as moedinhas para poder ofertar na sua vida. E quando sobra um pouquinho de dinheiro? Aí você fica apreensivo pensando em como gastá-lo. “Será que eu posso me dar ao luxo de tomar um capuccino? Será que as crianças realmente precisam ir no parque amanhã? Compro aquela scooter mais confiável –e mais cara –, ou aquela que, “provavelmente”, será OK

Então, o momento de frio na barriga, aquele momento de falar sobre finanças e pedir apoio financeiro pela primeira vez, sentindo que você está importunando sempre as mesmas pessoas, que acabam sendo as únicas pessoas que você conhece — como a vendedora de produtos de cosméticos que fica tentando empurrá-los nos churrascos da família.

Com certeza, tudo isso acaba construindo e moldando sua fé, mas acaba sendo algo que acaba com seu coração, sua finanças, sua auto-estima, sua poupança, seus relacionamentos, seu orçamento, sua diversão e sua liberdade.

Não se torne um missionário… se você não está disposto a mudar.

Flexibilidade é uma das coisas mais importantes ao se mudar para um país estrangeiro. Humildade também. Infelizmente, muitas vezes, essas qualidades não são naturais. No entanto, é possível aprender que quanto mais a gente se apega a um plano e a segui-lo — seja pelo ministério, pela situação de vida, uma amizade, pela organização ou crescimento pessoal — mais dolorido é quando os planos mudam (e eles certamente vão mudar). Aqueles que humildemente conseguem viver de forma mais ‘solta’ são os que conseguem ir mais longe com menos danos colaterais.

Não se torne um missionário… em uma decisão impulsiva, de última hora.

Mudar para uma país do outro lado do mundo, especialmente com uma família e com o compromisso de ficar, não é algo para ser decidido assim, de repente, num impulso. Treinamento é importante. Preparo espiritual, emocional e cultural têm um valor inestimável. Ter um coração voltado a morar em um novo lugar também leva seu tempo para ter raízes completamente aprofundadas.

Então, espere um pouco. Não se preocupe em puxar o freio um pouco e, por favor, não ache que você é mais santo se decidir ir, fizer as malas e partir o mais rápido possível. Isso não são as Olimpíadas e ir para missões de qualquer jeito pode trazer mais estragos do que benefícios.

Não se torne um missionário… para melhorar seu casamento ou educar seus filhos.

Problemas pessoais e familiares vão te acompanhar onde você for. Pior: na maioria das vezes, problemas não resolvidos tendem a aumentar e se tornar piores ainda quando você vai morar em um país diferente do seu. Achar que os problemas ficarão para trás é um dos erros mais comuns, e muitos missionários acabam se vendo em uma situação com problemas maiores ainda sem saber como lidar com eles.

Não se torne um missionário… para impressionar ou ganhar amigos.

É bem provável que, ao se tornar missionário, você conheça pessoas incríveis. Muitas delas provavelmente se tornarão grandes amigos. Porém, existe gente estranha e esquisita em todos os lugares. Viver em um lugar afastado e diferente constrói caráter, te molda em muitos aspectos, mas certamente trará boas surpresas na hora de fazer amigos.

*Texto original10 Reasons Not To Become a Missionary


COMO ESTÃO NOSSAS OFERTAS A DEUS?

Por Rev. Marcos Kopeska - 26/8/2013

J. M. Baker, um missionário trabalhando no norte da Índia, narra o seguinte fato: Um velho homem, residente a cerca de 56 quilômetros da cidade, tinha um grande desejo de oferecer algo para Jesus. Era muito pobre e a única coisa que possuía para dar ao Senhor era uma grande abóbora que ele cercou de cuidados e protegeu de ladrões por muito tempo. Mas, como ele faria para dar sua oferta ao Senhor? A aldeia não contava com nenhum professor cristão para lhe dizer o que fazer e o evangelista que atendia aquela região não estaria de volta em curto prazo. Ele resolveu ir até a cidade e entregar a abóbora ao missionário. Certamente ele saberia o que fazer. Na Índia, aquela abóbora valia, na época, o equivalente a quatro centavos. O velho homem caminhou  mais de 110 quilômetros sendo que a metade desta distância ele fez com um peso de 9 quilos na cabeça e  mais o peso da comida que levou para sua viagem. Tudo isso para oferecer ao Senhor um presente de "quatro centavos." Esta história hilariante pode nos levar a pensar que todo o esforço daquele velho homem foi inútil.  Mas, terá sido mesmo? Teria o nosso Deus reparado no valor financeiro da sua oferta? Não teria, na realidade,  valido mais do que muitos grandes tesouros guardados em palácios? O peso que ele carregou em sua longa jornada, as dores nos pés pelo muito andar e no corpo por já estar idoso, com certeza nem foram notados por aquele homem. Ao ler esse testemunho posso entender que o seu retorno ao lar foi acompanhado de um largo sorriso em seu rosto e um coração exultante de grande regozijo. Ele havia  conseguido levar seu presente  para Deus e por isso estava feliz. Ele estava muito feliz! Este ocorrido nos faz refletir sobre algumas realidades. Primeira delas: contribuamos com alegria. Em 2 Co 9:7 Paulo nos exorta: Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”. Como está seu humor quando está contribuindo com o Reino? A alegria precisa ser um dos ingredientes da oferta.Segunda: contribuamos sacrificialmente, isto é, não apenas com a sobra. A Palavra do Senhor nos orienta: Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda;...” (Pv 3:9). O termo primícia significa “o que vem em primeiro lugar”. Certifique-se que, em ofertando, Deus está sendo prioridade. Em Abel e Caim temos dois tipos de adoradores. Um tentou adorar a Deus a seu modo e o outro, observou as exigências de Deus. Diz o texto que "no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor". "Uma oferta" nos dá a entender que era uma coisa qualquer. E o Senhor a rejeitou. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste, dando a entender que foi escolhido o melhor e com amor.Terceira: esteja consciente que está semeando no mundo espiritual. As ofertas de um cristão vão além do aqui e agora. Vão além de um templo, um patrimônio ou um equipamento para a igreja. Elas resultam em futuras colheitas. O falecido pastor Oswald Smith, da Igreja do Povo em Toronto, Canadá, contou a seguinte história, a respeito de um cristão na China: João Chinês estava ao lado de um ateu que lhe perguntou: Qual será a primeira coisa que você fará quando chegar no céu? Ele respondeu: Vou percorrer as ruas de ouro até encontrar o Salvador Jesus e me prostrarei perante Ele para adorá-Lo pela minha salvação. Ótimo, disse o ateu zombando. E então, João Chinês, o que fará em seguida? Ah! percorrerei as ruas do céu até encontrar o missionário que veio ao meu país trazendo o evangelho. Tomarei sua mão e lhe agradecerei pelo seu papel em minha salvação. E o que fará em seguida, João Chinês? Inquiriu o ateu. Então continuarei até encontrar o homem ou a mulher que tornou possível ao missionário vir à China, sustentando-o com orações e dinheiro e também agradecerei pelo seu trabalho e pela sua contribuição na minha salvação. Na eternidade saberemos o valor real de cada semeadura no campo espiritual.


Fazendo funcionar uma secretaria de missões

Por SEMIPA - 12/5/2014

Não basta apenas criar uma Secretaria de Missões apenas por criar, é necessário que esta Secretaria funcione realmente, exercendo fielmente as atividades para a qual foi criada.

Certo missionário disse certa vez: “Secretaria de Missões, é tudo muito bonito, mas na prática não funciona”. Ele disse isso por estar a vários anos no campo missionário sem nunca receber uma carta da Secretaria de Missões, ou membros de sua igreja; em dois anos só tinha recebido uma carta do seu Pastor. É claro, que isto, infelizmente continuará a acontecer, mas não deve ser regra e sim exceção. Pois cabe a igreja, através da Secretaria de Missões dar o apoio financeiro, moral, emocional e espiritual ao missionário no campo.

A Secretaria de Missões tem a obrigação de manter a igreja sempre bem informada a respeito de seus missionários e também da obra missionária de maneira geral e abrangente.

Abaixo vamos ver quais são as funções básicas de uma Secretaria de Missões:

  1. Coordenar toda a ação missionária da igreja, em parceria com o Pastor Local;
  2. Envolver a igreja em oração intercessória constante pelos missionários;
  3. Informar a igreja das vitórias, necessidades e motivos de oração de missionários;
  4. Manter contato com missionários que estão no campo, prestando o apoio moral, e também estimular a outros irmãos que façam o mesmo;
  5. Descobrir vocações, apresentá-las a igreja e cuidar de todo o preparo transcultural do vocacionado;
  6. Promover cultos missionários, conferências, seminários, cursos e outras atividades similares para o despertamento e maior envolvimento da Igreja;
  7. Organizar uma biblioteca missionária;
  8. Se possível organizar um boletim informativo missionário;
  9. Adquirir cartazes, bandeiras, e outros materiais de ornamentação que desperte para a obra missionária;
  10. Arrecadar recursos para a obra missionária, promovendo todos os meios de mobilização para arrecadação de fundos. Uma boa maneira é incentivar cada crente a ter seu carnê missionário para que ele possa contribuir sistematicamente todos os meses. Incentive-o depois de acabar um a pegar um outro novo;
  11. Apresentar a Igreja relatório financeiro, bem como das atividades dos missionários;

Organize comissões de trabalho. É importante que todos os membros da Igreja estejam envolvidos, pois, além de ajudar nos serviços, estarão colocando a mente e o coração na obra missionária.

 

Trecho de artigo retiro de: http://www.semipa.org.br/?page_id=175